Displasia do quadril: O que os pais precisam saber

Postado em: 03/01/2025

Displasia do quadril: O que os pais precisam saber

A displasia do desenvolvimento do quadril (DDQ) é uma condição que afeta recém-nascidos e crianças pequenas. Embora o nome possa assustar à primeira vista, o diagnóstico precoce e o tratamento adequado garantem excelentes resultados na maioria dos casos.

Neste artigo, vamos explicar de maneira simples e objetiva o que é a displasia do quadril, como identificá-la e quais são os passos mais importantes para os pais garantirem a saúde e o desenvolvimento normal dos seus filhos. Leia mais!

O que é a displasia do quadril?

A displasia do quadril ocorre quando o encaixe da articulação do quadril não se desenvolve corretamente. A articulação do quadril é formada pelo osso do fêmur (a “bola”) e o acetábulo (a “cavidade”) na bacia. Quando há displasia, o acetábulo é raso ou malformado, fazendo com que a “bola” não se encaixe de maneira estável.

Por que isso é preocupante?

Se não tratada, a displasia pode levar a:

  • Instabilidade da articulação;
  • Luxação (desencaixe completo do quadril);
  • Subluxção (encaixe incompleto da articulação do quadril)
  • Desgaste precoce da articulação na vida adulta (artrose).

Quanto mais cedo o problema for identificado, mais simples e eficaz será o tratamento.

A displasia do quadril infantil é uma condição comum?

A displasia do desenvolvimento do quadril (DDQ) é uma das condições ortopédicas mais frequentes em bebês. No entanto, a articulação do quadril ao nascer ainda está em desenvolvimento, o que a torna mais propensa a mudanças estruturais.

Esta condição atinge cerca de 1 em cada 1.000 recém-nascidos em sua forma mais grave (luxação total).
Pode ocorrer em até 1 em 100 recém-nascidos alguma instabilidade no quadril, que pode precisar de tratamento.

O que pode causar a displasia do quadril?

A displasia é uma condição multifatorial, ou seja, pode ocorrer por diversas razões. Alguns fatores de risco incluem:

  1. Fatores genéticos: histórico familiar de displasia aumenta as chances;
  2. Posição fetal: bebês que ficam em posição pélvica (sentados) no útero têm maior risco;
  3. Sexo: é mais comum em meninas;
  4. Primeira gestação: o útero tende a ser mais apertado na primeira gravidez;
  5. Pouco líquido amniótico durante a gestação.

Indícios que os pais devem prestar atenção

Os principais indícios que os pais devem prestar atenção são:

  • Desigualdade nas pregas das coxas.
  • Diferença ou limitação para abrir as pernas do recém-nascido.
  • Alteração no tamanho das pernas.
  • Sinalizações ou ruídos ao mover as articulações.

Quais cuidados os pais devem tomar no dia a dia?

  • Evite métodos como enrolar o bebê de maneira que force as pernas a se juntarem. (charutinho)
  • Evite deixar o bebê no bebe -conforto por tempo prolongado
  • Utilize suportes que proporcionem um posicionamento em que as pernas em “posição de rã”.

Como lidar com o diagnóstico?

Receber o diagnóstico de displasia do desenvolvimento do quadril (DDQ) é desafiador, mas entender o problema e esclarecer dúvidas com o médico é essencial para planejar o tratamento. Adapte a rotina com cuidados específicos, como usar carregadores que posicionem as pernas em “M” e evitar atividades que juntem as pernas. Ao cuidar do bebê, tenha atenção especial, especialmente se ele usar aparelhos. Siga rigorosamente as orientações médicas e informe qualquer dificuldade ao seu ortopedista.

Busque suporte emocional e conecte-se com outros pais que enfrentaram a DDQ. Lembre-se de que o diagnóstico não é culpa sua. Após o tratamento, a maioria das crianças se desenvolve normalmente, mas o acompanhamento ortopédico é essencial para garantir um crescimento saudável. Com dedicação e suporte adequado, seu bebê tem grandes chances de levar uma vida ativa e normal.

Por que é importante a família ter apoio psicológico nesse momento?

O diagnóstico de DDQ pode gerar apreensão, mas é essencial cuidar da saúde emocional da família. Reconhecer os sentimentos e buscar suporte psicológico ajuda os pais a gerenciar emoções, prevenindo que o estresse afete decisões ou a relação com o bebê.

O psicólogo auxilia na adaptação das expectativas e reforça que a displasia de quadril é tratável, promovendo a comunicação e o equilíbrio entre os cuidadores. A estabilidade emocional dos pais impacta diretamente o bem-estar do bebê, garantindo paciência e foco no tratamento. Assim, o suporte psicológico pode ser necessário para o sucesso do tratamento e para a harmonia familiar.

Qual a importância de ter uma boa rede de apoio?

O suporte familiar e profissional é fundamental para ajudar os cuidadores a lidar com o diagnóstico de displasia do desenvolvimento do quadril (DDQ). Grupos virtuais e fóruns permitem compartilhar experiências, esclarecer dúvidas e obter apoio emocional de outros pais. Participar de associações ou grupos focados na saúde infantil enriquece com sugestões práticas e suporte mútuo.

Recursos educacionais, como sites de entidades médicas, palestras e oficinas, ajudam os pais a compreender melhor a DDQ e a se sentirem mais confiantes no tratamento. A equipe médica, incluindo pediatras, ortopedistas e psicólogos, é uma fonte essencial de orientação e suporte, oferecendo materiais didáticos e apoio emocional. Com essas ferramentas, os pais se sentem mais seguros, criando um ambiente favorável ao bem-estar do bebê.

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Diretor Técnico Médico

Dr. Miguel Akkari
CRM: 73801/SP
RQE: 52986 – Ortopedia e Traumatologia